Abre-alas (série Derivas do corpo-cor amorfo)
2021

Intervenção urbana performática, Porto Alegre/RS

Dimensões variáveis

Fotografia e registros: Ingrid Bellenzier

Edição: Rodrigo Onzi

Fonte: Acervo pessoal da artista (2021)

Intervenção urbana performática, Porto Alegre/RS

Dimensões variáveis

Fotografia e registros: Iury Fontes

Edição: Rodrigo Onzi

Fonte: Acervo pessoal da artista (2021)

Em outro espaço e outra cidade, a artista repete como uma nova-velha-vez a experiência do tapete vermelho. A escadaria, com um visual de triunfo, como se houvesse uma porta de entrada para o espaço, um festejo quase mórbido em uma cidade desocupada. Experimentando o quanto da matéria consegue atravessar esse espaço de circulação e como ela pode interromper, de maneira indireta, a passagem dos transeuntes, o corpo-cor amorfo é estendido sobre os guarda-corpos da escadaria e a artista exerce força sobre a matéria, tensionando-a no ar e criando uma rede avermelhada e, logo após, o longo e largo tecido vermelho é espichado de forma centralizada na escadaria, cobrindo os degraus mais próximos do seu início. "Abre-alas que eu quero ocupar. Abre-alas, você também pode passar".