Estandarte (série Derivas do corpo-cor amorfo)
2021

Intervenção urbana performática, Porto Alegre/RS

Dimensões variáveis

Fotografia e registros: Ingrid Bellenzier

Edição: Rodrigo Onzi

Fonte: Acervo pessoal da artista (2021)

Na mesma atmosfera política do dia 29 de maio de 2021, a matéria do corpo-cor amorfo havia assumido uma postura de “bandeira” e, sem nada escrito nela, configurava um tipo de estandarte quando inserida no espaço urbano. Na escadaria do lado esquerdo da rua Borges de Medeiros, no Centro Histórico de Porto Alegre, o corpo-cor amorfo foi espichado aos poucos, até que ele se estendesse e tocasse o chão. O próprio atrito da malha no parapeito de concreto fazia com que o corpo-cor se mantivesse estendido sem se soltar. Nesse meio tempo, a avenida foi aberta e os veículos voltaram a circular, criando correntes de deslocamento de ar que movimentavam o próprio tecido. A cascata vermelha configurou-se e se impôs em sua verticalidade fluída e suave por causa da maleabilidade; todavia, uma presença nada sutil.