Três dispositivos-cor para a transformação da relação corpo-espaço urbano
2021

Intervenção urbana 

Praça das Feiras, Caxias do Sul/RS 

Captação e edição: Ingrid Bellenzier

Fonte: Acervo pessoal da artista (2021).

Corpo Vibrátil. Presença. Cidade-corpo. Materialidade. Corporalidade. Subjetividade. Expansão. Habitar. Território. Cor. Matéria. Corpografia. Espaço. Tempo. Espaço-tempo. Desmaterialização. Movimento.  Corpo.

A intervenção urbana, integrante da ação performática urbana intitulada 'Três dispositivos-cor para a transformação da relação corpo-espaço urbano' consiste no desmanche do trabalho Móbile-cor (para saber mais, clique aqui), que se desprende da sua forma primeira, enquanto obra, e assume outro significado e estrutura em relação ao espaço público. Cada uma das peças do móbile, pequenos ladrilhos coletados, pintados de rosa e que contém em si um conceito operacional que diz respeito à relação do corpo com o espaço público, é desconectada da estrutura/eixo principal e fixado em um banco de concreto bem em frente ao lugar da Praça das Feiras onde ocorreu a ação performativa anterior. Dessa forma, é um indicativo sobre as relações dos vestígios da arte [e dos corpos] naquele espaço, das intempéries do ambiente e uma proposição a se pensar à respeito do que contém, mantém e estrutura a relação dos nossos corpos e as subjetividades do espaço. Diante de um cenário tão difuso, o projeto Três dispositivos-cor para a transformação da relação corpo-espaço urbano é sobre produzir linhas de fuga para as trajetórias individuais e coletivas, reapropriar. Diante disso, a performance e as ações performativas, dispositivos artístico-políticos, tem a capacidade de desestabilizar formas de ser e estar, atuando diretamente na nossa potência de agir em relação ao mundo, criando novas realidades por via da experimentação. Ao produzir tensionamentos, se subvertem relações de poder que atuam no surgimento de novas experiências e afetos que podem ser vividos e sentidos através dos corpos não inertes.